sexta-feira, 2 de abril de 2010

VOCÊ É FELIZ


Muito se fala sobre mudanças comportamentais, que nós como pessoa deve estar buscando mais conhecimento. Hoje ter o ensino fundamental (o chamado segundo grau) deixou de ser referencia, tem que ter um diploma universitário, quando este é conquistado, precisa ter pós-graduação, depois mestrado, doutorado e se conseguir até pós-doutorado. Mas quando a pessoa atinge estes objetivos, em que este esta pessoa, tem resposta para tudo, se perguntar sobre os mais variados assuntos, ele tem uma resposta pronta na ponta da língua para tudo, ele se acha conhecedor de política, futebol, tecnologia, etc., passou a ser considerado um formador de opiniões. Esta pessoa pode estar conhecendo muito sobre coisas externas, sobre tudo, tem a resposta para a solução dos problemas do seu visinho, dos problemas da empresa que trabalha, do país... Mas se você perguntar para ela- VOCE É FELIZ, muitas vezes ela irá relutar em responder ou questionará- o porquê desta pergunta, que na verdade a verdadeira felicidade esta nas pequenas coisas, muitas vezes até insignificante para uns, mas de grande importância para outros.

Dias atrás, conversando com um amiga, residente em Xanxerê, me fez pensar na sobre a vida. Esta minha amiga tem em seu currículo varias pós-graduação, vários cursos na área, e dias disse que quando estava fazendo sua ultima pós, onde um professor que havia estudado fora do Brasil, que entre pós-graduação, mestrado e doutorado, passava de 10 cursos, e quando chegou ao final de sua aula, ele disse: “Gostaria que minha vida não servisse como exemplo... eu estudei muito, dediquei toda a minha vida a pesquisa, ao conhecimento, mas hoje eu sei que pouco sei ou até mesmo nada sei sobre o que estudei... mas só sei uma coisa, que eu não vivenciei o nascimento de nenhum filho, não acompanhei o crescimento de meus filhos, fui um pai ausente, não fiz parte da infância deles, pois pensava que me dedicando só ao estudo, estaria os ajudando, pois estava dando condições para eles serem alguém na vida. E que se eles são alguém na vida, é fruto do trabalho de minha esposa...”,

E isso me deixou pensativo e me fez refletir: “O porquê de muitas pessoas hoje estarem buscando mais do que nunca, ajuda de psicólogos, terapeutas, livros de auto-ajuda, de motivação, voltando-se mais para as religiões, querendo assistir filmes alegres, indo à locadora procurando filmes evangélicos, filmes religiosos, de auto-ajuda, filmes que façam a pessoa pensar, refletir sobre o amanhã... como é o exemplo do documentário “QUEM SOMOS NÓS?”, que faz uma reflexão sobre a nossa vida as nossas atitudes, aliando a física quântica, e sobre as influencias da mesma no nosso dia-a-dia; outro exemplo é o filme “THE SECRET ou O SEGREDO”, mostra que o pensamento positivo ou negativo, quando pensado de forma constante, influenciará diretamente em nosso destino, em nossa vida. Se ficarmos pensando em alegria, saúde, prosperidade, estaremos atraindo pessoas e situação condizentes com este pensamento, como se a nossa mente fosse um imã. Atraindo para si aquilo que pensou, acreditou fortemente, por outro lado se pensar em dificuldades, doenças, esta força também atuará na mesma proporção.

Esta transformação na sociedade, onde cada voltando sua mente mais para dentro seu interior, tentando entender as coisas, buscando respostas que antes eram sem respostas.

Hoje em dia, o abraço entre pais e filhos, esta cada vez mais distante; palavras como: com licença, por favor, obrigado, em muitos lugares nem existem mais. Esta faltando na nossa vida é mais amor, é mais comprometimento com as pessoas que fazem parte de nossa vida. Se as coisas não estão acontecendo como nós queremos, é por nossa culpa. Aprender a assumir que erramos e pedir desculpa. Pois, fica fácil nós colocarmos a culpa nos outros: culpa no governo, da situação financeira, do meu colega de serviço, do meu companheiro, etc... São tudo desculpas.

Um comentário:

Vanessa Klassen disse...

Olá Alex.
Parabéns pelo texto, muito bem argumentado o valor da felcidade, da família, dos verdaddeiros sentimentos em pleno século XXI.
Sinceramente o relato dado, a respeito do professor que se dedica a vida academica e esqueçe do restante, me fez pensar também, na minha vida!

Espero textos bons como este para que muitas pessoas possam refletir!
Abraço, até mais.